terça-feira, 14 de novembro de 2017

Para que serve a Orientação Profissional?



O mundo do trabalho vive em constante mudança, novas profissões vão surgindo a cada momento enquanto outras vão desaparecendo ou se transformando. Ao mesmo tempo em que as profissões estão nesse processo de transformação, o acesso a informação está se tornando mais fácil. Ter acesso a uma informação está literalmente na ponta do dedo, seja por notebooks, tablets, smartphones, entre outras fontes. Em um mundo que muda de forma acelerada e uma chuva de informações está ocorrendo a cada momento, como escolher uma profissão ou mesmo traçar o rumo de uma carreira? O que levar em conta nessa escolha?
O trabalho da Orientação Profissional é voltado para a facilitação da escolha profissional. Quem busca a orientação, seja adolescente ou adulto, tem oportunidade de passar por um processo de autoconhecimento que tornará escolher uma profissão ou planejar sua carreira menos assustador, já que há vários fatores, internos e externos, que influenciam na escolha a ser feita e a indecisão pode ser fruto da dificuldade em saber o que levar em consideração no momento da escolha.
Quando se fala em Orientação Profissional, está se falando de um processo que serve tanto para a primeira escolha profissional, quanto para o direcionamento de carreiras ou redirecionamento de carreiras, pois as profissões e carreiras são dinâmicas e no momento que a dificuldade para tomar uma decisão profissional aparece, o orientador profissional será o facilitador para o desenvolvimento que a pessoa precisa para que sua escolha seja feita com certa segurança.
É importante considerar também que uma escolha profissional mal feita pode gerar prejuízos na saúde mental de uma pessoa, logo a Orientação profissional é uma ferramenta promotora de saúde. A falta de aptidão, de identificação ou mesmo de possibilidades de atuação no mercado de trabalho pode gerar no profissional uma série de transtornos mentais que necessitaram de acompanhamento profissional especializado. Quando se passa por uma Orientação Profissional, esses fatores são levantados antes do momento da escolha, assim possibilitando que sejam tomadas decisões que levem a uma vida profissional mais saudável.
E você, já sabe qual rumo quer dar sua vida profissional? Está em dúvida e precisa de uma orientação? Ou conhece alguém que está passando por essa dificuldade no momento? O psicólogo orientador profissional pode lhe ajudar!


Escrito por Sheila F. Machado - Psicóloga Clínica - CRP-01/16880

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Psicossomatização




Quando somos abalados por situações de sofrimento, luto, dificuldade de assimilação, aceitação de uma ideia, entre outros conflitos emocionais, essa carga pode se tornar intensa o bastante para utilizamos a conversão do mental para o corpo físico no intuito de aliviar a tensão. Isso se chama Psicossomatização.
Doenças dermatológicas (acne, alergias, psoríase, vitiligo...), doenças gastrointestinais (úlceras, gastrite,...), doenças cardiovasculares (hipertensão, taquicardia,...) doenças autoimunes, alteração do diabetes, enxaqueca, fibromialgia, entre outras, podem ser exemplos de doenças psicossomáticas, sendo também conhecidas como "doenças de causa emocional”.
Você está passando por uma dessas situações? Tem sentido esses sintomas? O psicólogo é um dos profissionais que poderá te ajudar! Caso conheça alguém que esteja passando por isso, converse com essa pessoa para que ela procure ajuda para tratar esse problema!

Escrito por Luciene Batista Araújo da Silva - CRP-01/16256

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Vamos falar sobre Suicídio?




O Setembro Amarelo é um mês voltado para a campanha de conscientização da população brasileira a respeito do suicídio no país e no mundo, com intuito de prevenir e trabalhar tal demanda. A campanha ocorre desde 2015 com a divulgação de diversas informações sobre suicídio e a identificação de locais públicos e particulares com a cor amarela.
Divergindo do que a maioria da sociedade pensa, o suicídio é algo em que podemos todos atuar de modo preventivo. Esta atuação não precisa partir somente dos profissionais de saúde, mas sim de toda a população. Porém, um dos fatores que impedem de interver é o estigma e o tabu que envolvem o assunto. Durante muito tempo o suicídio foi tratado como “pecado” por razões religiosas, morais e culturais. Por isso, até hoje há muita vergonha e receio das pessoas que tem pensamentos suicidas falarem a respeito do assunto. Lutar contra preconceitos e tabus em torno do tema é fundamental para uma prevenção bem sucedida.
Para tal existem alguns mitos que envolvem o suicídio que precisam ser trabalhados:

Mitos
Verdades
O suicídio é uma decisão individual, já que cada pessoa tem direito a seu livre arbítrio.
FALSO: Por diversas vezes as pessoas que tem pensamentos suicidas estão passando por algum adoecimento mental que altera a sua percepção de realidade e, em consequência, seu livre arbítrio. O tratamento da doença mental é de fundamental importância para a prevenção.

Quando a pessoa tem o desejo de se matar, terá o mesmo para o resto da vida.
FALSO: Após o devido tratamento e acompanhamento da doença mental este desejo tende a desaparecer.

Os indivíduos que ameaçam cometer suicídio não passam da ameaça, querem somente chamar atenção.
FALSO: A ameaça de se matar já aponta um alerta para o suicídio. Muitas pessoas que cometeram suicídio deram indícios antes de cometê-lo.

Se uma pessoa que sofre de adoecimento mental, como, por exemplo, a depressão, ameaça se matar e depois começa a se sentir melhor, significa que o risco já passou.
FALSO: Se alguém pensava em se matar e de repente se sente tranquilo e aliviado, não significa que o risco passou. Tal alívio pode ser somente por ter decidido se matar.

Quando a pessoa sobrevive a uma tentativa de suicídio ou apresenta sinais de melhora significa que o perigo já passou.
FALSO: O período após a recuperação é crucial, pois é quando pode reincidir uma tentativa, o acompanhamento neste momento é fundamental.

Não se deve falar sobre suicídio, pois isto aumenta o risco.
FALSO: Pelo contrário, falar a respeito pode ajudar a pessoa a liberar tensões e angustias e abre possibilidade de buscar ajuda.

É proibido que a mídia aborde o tema suicídio.
FALSO: A mídia tem obrigação social de tratar desse importante assunto de saúde pública e abordar esse tema de forma adequada. Isto não aumenta o risco de uma pessoa se matar; ao contrário, é fundamental dar informações à população sobre o problema, onde buscar ajuda, etc.


Fatores de Riscos Para o Suicídio

Existem diversos fatores que podem levar uma pessoa ao suicídio, porém os dois principais são: tentativa prévia de suicídio e doença mental. Os profissionais de saúde não podem prever quem irá se suicidar, mas podem trabalhar com os fatores de risco.
Segundo estudos, pessoas que já realizaram uma tentativa têm cinco vezes mais chances de reincidir em outra tentativa. Estima-se que 50% das pessoas que se suicidaram já tinham feito uma tentativa anterior. Ademais, quase todos apresentavam uma doença mental, algumas não diagnosticadas e, por vezes, não tratadas ou em tratamentos não adequados.
Alguns aspectos podem envolver o comportamento suicida como:
  • Doenças Mentais: Depressão; transtorno bipolar; transtornos mentais relacionados ao uso de álcool e outras substâncias; transtornos de personalidade; esquizofrenia; etc.
  • Aspectos Sociais: Gênero masculino; idade entre 15 e 30 anos e acima de 65 anos; sem filhos; moradores de áreas urbanas; desempregados ou aposentados; isolamento social; solteiros, separados ou viúvos; populações especiais: indígenas, adolescentes e moradores de rua.
  • Aspectos Psicológicos: Perdas recentes; pouca resiliência; personalidade impulsiva, agressiva ou de humor instável; ter sofrido abuso físico ou sexual na infância; desesperança, desespero e desamparo.
  • Condição de Saúde Limitante: Doenças orgânicas incapacitantes; dor crônica; doenças neurológicas (epilepsia, Parkinson, Hungtinton); trauma medular; tumores malignos; AIDS.

Fatores Protetores e Preventivos ao Suicídio

Alguns aspectos podem ser vistos como preventivos, para que as pessoas não tenham ideações suicidas, que são: autoestima elevada; bom relacionamento familiar e interpessoal; lazer; religiosidade independente da religião, mas sim do fato de desenvolvimento e crer em algo; realização profissional e afetiva; ausência de doença mental, entre outros. Esses fatores podem ser trabalhadores dentro do ambiente de psicoterapia, assim desenvolvendo-os nas pessoas que ainda não os tem.

Onde Procurar Ajuda

Caso tenha se deparado com uma pessoa com ideias suicidas o diálogo é fundamental, porém o mais importante é o tratamento com uma equipe multidisciplinar, com psiquiatras, psicólogos, entre outros. Caso você também já tenha tido estas ideias, também pode buscar ajuda com esses profissionais que trabalham com saúde mental.

Referência

Suicídio: informando para prevenir. Associação Brasileira de Psiquiatria, Comissão de Estudos e Prevenção de Suicídio. Brasília: CFM/ABP, 2014.


Escrito por Rafaela de Meneses Velozo - Psicóloga Clínica - CRP-01/16922

sexta-feira, 18 de março de 2016

Meu filho está se desenvolvendo direito?



Uma preocupação que tem se tornado comum nas casas de muitas famílias é sobre como está sendo o desenvolvimento de suas crianças. Algumas crianças que têm chegado à fase escolar estão apresentando dificuldade de acompanhar o ritmo de seus colegas, seja no acompanhamento dos conteúdos ou nas interações sociais.
Com isso, muitos responsáveis tem se perguntado se seus filhos tem se desenvolvido de forma correta ou se tem algum problema que precise ser tratado com um profissional especializado.
A questão do desenvolvimento humano já foi tema de interesse de muitos estudiosos, como Jean Piaget, Lev Vygotsky, Henri Wallon, Sigmund Freud, Anna Freud, Melanie Klein, Donald Winnicott, Françoise Dolto, entre outros. Esses autores são conhecidos por mostrar diferentes perspectivas do desenvolvimento infantil, separando o desenvolvimento por fases distintas. Apesar das diferenças, um elemento comum aparece em todas: a interação com outras pessoas.
O desenvolvimento das crianças necessita da interação delas com os pais, outras crianças, outros familiares, com professores e outros cuidadores. São os estímulos que essas pessoas oferecem que ajudará a criança a atingir uma nova fase de seu desenvolvimento. Brincadeiras, leituras, jogos, acesso a aparelhos eletrônicos, sentar junto para realizar tarefas, passar tempo de qualidade se relacionando com a família e amigos, conversar com a criança usando meios que sejam adequados a ela poderão ajudar em seu desenvolvimento saudável.
Não adianta a criança ter acesso apenas a um tipo de estímulo, pois é a apresentação de estímulos diversificados que vão proporcionar ganhos desenvolvimentais. Assim, tempo em excesso em uma única atividade, como em aparelhos eletrônicos, pode empobrecer e criar lacunas em seu crescimento. Quanto mais diversificados os estímulos mais a criança terá possibilidade de aprender coisas novas e diferentes que serão importantes para ela durante sua vida.
Há sim aquelas crianças que precisaram de ajuda de profissionais especializados para auxiliar seu desenvolvimento. Vale lembrar também que cada pessoa tem um ritmo de desenvolvimento diferente. Por isso é importante também buscar avaliação de profissionais, como médico, fonoaudiólogo e psicólogo, em casos de suspeitas de haver algum atraso no desenvolvimento para saber se há ou não necessidade de acompanhamento para que haja um crescimento saudável.

Escrito por Sheila F. Machado - Psicóloga Clínica - CRP-01/16880