sexta-feira, 18 de março de 2016

Meu filho está se desenvolvendo direito?


Uma preocupação que tem se tornado comum nas casas de muitas famílias é sobre como está sendo o desenvolvimento de suas crianças. Algumas crianças que têm chegado à fase escolar estão apresentando dificuldade de acompanhar o ritmo de seus colegas, seja no acompanhamento dos conteúdos ou nas interações sociais.
Com isso, muitos responsáveis tem se perguntado se seus filhos tem se desenvolvido de forma correta ou se tem algum problema que precise ser tratado com um profissional especializado.
A questão do desenvolvimento humano já foi tema de interesse de muitos estudiosos, como Jean Piaget, Lev Vygotsky, Henri Wallon, Sigmund Freud, Anna Freud, Melanie Klein, Donald Winnicott, Françoise Dolto, entre outros. Esses autores são conhecidos por mostrar diferentes perspectivas do desenvolvimento infantil, separando o desenvolvimento por fases distintas. Apesar das diferenças, um elemento comum aparece em todas: a interação com outras pessoas.
O desenvolvimento das crianças necessita da interação delas com os pais, outras crianças, outros familiares, com professores e outros cuidadores. São os estímulos que essas pessoas oferecem que ajudará a criança a atingir uma nova fase de seu desenvolvimento. Brincadeiras, leituras, jogos, acesso a aparelhos eletrônicos, sentar junto para realizar tarefas, passar tempo de qualidade se relacionando com a família e amigos, conversar com a criança usando meios que sejam adequados a ela poderão ajudar em seu desenvolvimento saudável.
Não adianta a criança ter acesso apenas a um tipo de estímulo, pois é a apresentação de estímulos diversificados que vão proporcionar ganhos desenvolvimentais. Assim, tempo em excesso em uma única atividade, como em aparelhos eletrônicos, pode empobrecer e criar lacunas em seu crescimento. Quanto mais diversificados os estímulos mais a criança terá possibilidade de aprender coisas novas e diferentes que serão importantes para ela durante sua vida.
Há sim aquelas crianças que precisaram de ajuda de profissionais especializados para auxiliar seu desenvolvimento. Vale lembrar também que cada pessoa tem um ritmo de desenvolvimento diferente. Por isso é importante também buscar avaliação de profissionais, como médico, fonoaudiólogo e psicólogo, em casos de suspeitas de haver algum atraso no desenvolvimento para saber se há ou não necessidade de acompanhamento para que haja um crescimento saudável.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

O nutricionista na avaliação pré-operatória da cirurgia bariátrica




O tema Obesidade e Cirurgia Bariátrica tem se popularizando a medida que mais pessoas estão tendo acesso a possibilidade de realizar a cirurgia. O Conselho Federal de Medicina já estabeleceu em resolução os critérios para se encaminhar um paciente à cirurgia bariátrica e uma portaria do Sistema Único de Saúde descreve a composição da equipe multidisciplinar que irá avaliar os critérios para encaminhamento a cirurgia bariátrica e decidir se o paciente está apto a fazer a cirurgia ou não. Após a cirurgia, uma equipe multidisciplinar continuará acompanhando o paciente em busca de orientá-lo no sentido de uma mudança no estilo de vida que lhe traga qualidade de vida junto com o emagrecimento.
Um dos profissionais que irá compor essa equipe multidisciplinar é o Nutricionista. Segundo Simone Fonseca, no capítulo Avaliação Nutricional Pré-Operatória do livro "Cuidados Pré e Pós Cirúrgicos na Cirurgia da Obesidade", as consultas com a nutricionista na fase pré-operatória são compostas de quatro momentos: (1) avaliação nutricional dos exames realizados; (2) diagnóstico nutricional e orientações a cerca da alimentação para diminuição de riscos; (3) orientação quanto às mudanças alimentares que aconteceram após a cirurgia devido à mudança no aparelho digestivo, bem como as consequências decorrentes dessa mudança que serão para o resto da vida; e (4) prescrição de dieta pré-operatória.
Ao passar por esses momentos da avaliação nutricional, o paciente vai sendo preparado para realizar a cirurgia tendo compreensão e consciência das mudanças permanentes em sua vida e sobre a necessidade de se realizar uma reeducação alimentar para se ter resultados satisfatórios em longo prazo após a cirurgia. Vale ressaltar que não adianta apenas realizar a cirurgia, é necessário mudar de vida para obter sucesso na cirurgia bariátrica, uma mudança para toda a vida.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Filho de peixe, peixinho é?


            Quantas vezes ouvimos o ditado popular “filho de peixe, peixinho é” para reafirmar aquilo que foi visto, um(a) filho(a) que tem características parecidas com o pai ou a mãe. Muito comum ver tal frase ser empregada no sentido de que é algo natural e lógico que isso deveria ser assim. Mas será que é assim apenas por haver ligação sanguínea e de genes entre tais pessoas?
            Skinner, no livro Ciência e Comportamento Humano, comenta que á família é uma das agências educacionais existentes, já que ensina a criança comportamentos básicos (como falar, andar, regras sociais, entre outros). Mas não é a única, já que desde criança grupos de fora da família também influenciam.
            Os pais tem o poder de servir de modelo para os filhos, é o que afirma Dorothy Law Nolte e Rachel Harris no livro As crianças aprendem que vivenciam. Com uma série de exemplos, as autoras debatem sobre a possibilidade de a criança aprender a agir de um determinado jeito por ter observado os pais agindo da mesma forma, assim repetindo os padrões que os próprios pais já têm. E como os pais estão ali, presentes durante a maior parte do desenvolvimento da criança, exercem grande influência no que as crianças se tornam.
            Não há nada de errado em ensinar através de exemplos, o problema é que nem sempre aquilo que vai servir de modelo são formas de agir que vão fazer bem àqueles que estão aprendendo com o exemplo. Uma campanha australiana antiga, mas que ganhou repercussão mundial, voltada para prevenção do abuso infantil, tentou exemplificar isso com o vídeo “Children see. Children do.” (Tradução: Crianças veem. crianças fazem.), clique aqui e veja o vídeo. Nolte e Harris comentam tanto ensinamentos bons quanto ruins que os pais podem passar para os filhos através do exemplo.
E quando o que a criança ou o adolescente aprendeu lhe causa algum prejuízo o que é o comum fazer? Há várias respostas para essa pergunta, e uma delas é levar a criança ou o adolescente para a terapia. Por isso é importante que os responsáveis entendam que pode ser importante para o bom desenvolvimento de seu filho que os mesmo façam também modificações em sua maneira de ser e agir. Assim, quem vai à terapia não são apenas as crianças ou os adolescentes, mas os responsáveis também. Quando todos colaboram a melhora do filho se estende a várias áreas de sua vida.


quarta-feira, 17 de junho de 2015

Alergia Alimentar

Alguma vez você já se deparou com algum alimento que você comeu e passou mal? Ou você conhece alguém que já passou mal só de sentir o cheiro de algum alimento? Se a resposta for sim, talvez você conheça um caso de alergia alimentar. Mas, o que seria alergia alimentar?
Fernando Lucchese, em seu livro Fatos e Mitos sobre a sua Alimentação, comenta sobre esse fato que causa sofrimento a muitas pessoas. O autor conceitua alergia como uma grande resposta do sistema imunológico de uma pessoa contra algo que seja considerado um agressor externo. Existem vários tipos de agressores e um desses agressores pode ser um alimento.
Neste mesmo livro, Fernando Lucchese comenta que qualquer alimento pode ser um causador de alergia, sendo a alergia alimentar algo muito comum na população, mas muitos desconhecem que são alérgicos. Os alimentos que mais frequentemente causa alergia são: o trigo, a aveia, o centeio e a cevada (por conta do glúten), o leite e derivados, ovos, frutas cítricas, alimentos ingeridos líquidos como café e chás, chocolate e soja.
Os principais sintomas de alergia alimentar são urticária, rouquidão e respiração difícil ou ruidosa. Porém, outros sintomas também podem ocorrer, como: (a) congestão nasal; (b) falta de ar; (c) dor abdominal; (d) náusea e vômitos; (e) diarreia; (f) dificuldade para engolir; (g) inchaço em locais como lábios, pálpebras, rosto, língua; (h) irritação em áreas como boca, olhos, garganta, pele ou entre outras regiões do corpo; (i) tontura ou desmaio; (j) cólicas estomacais, entre outros.
Há formas de se descobrir alergias, uma delas é recorrendo ao médico alergista e ao nutricionista para realizar alguns testes e/ou exames. Quando confirmada uma alergia o acompanhamento do nutricionista pode ser de grande auxílio, principalmente em casos em que há grande restrição alimentar. O profissional da área de nutrição saberá a melhor forma de você continuar ingerindo os nutrientes necessários, assim mantendo uma boa saúde.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

O que é avaliação psicológica?


Uma prática comum entre profissionais de diversas áreas é o encaminhamento/solicitação de avaliação psicológica para as pessoas que acompanham. Os motivos que levam a encaminhamentos desse tipo são os mais diversos: uma avaliação para saber se há um problema de aprendizagem em crianças e adolescentes, a avaliação da capacidade cognitiva de pessoas idosas com finalidade de investigar alguma possível doença ou mesmo avaliação para saber se a pessoa tem condições psicológicas para passar por um procedimento cirúrgico, entre outros.
O Conselho Federal de Psicologia, na Resolução do CFP 7/2003, defini avaliação psicológica como a coleta, estudo e interpretação de dados sobre a pessoa que procura esse tipo de serviço através de um processo técnico-científico. Ou seja, será um processo sistematizado, pautado no conhecimento científico sobre o assunto, onde poderão ser usadas técnicas como: entrevista, aplicação de testes e atividades lúdicas.
A escolha das técnicas a serem utilizadas depende do objetivo da avaliação. Jurema Cunha, em seu livro Psicodiagnóstico-V, comenta que as estratégias usadas pelo psicólogo na avaliação psicológica partem de objetivos bem definidos, com o intuito de buscar respostas às demandas que levaram a indicação de um processo de avaliação psicológica. Ou seja, as técnicas escolhidas para serem usadas dependem do quanto elas serão capazes de conseguir identificar e medir informações que possam ser usadas para responder as demandas da avaliação.
As finalidades da avaliação psicológica podem ser diversas e irem muito além do ambiente da clínica (por exemplo, nos casos de avaliações para investigar se o perfil de uma pessoa é compatível a um cargo ou função que ela esteja se candidatando). Mas em todos os casos são avaliados aspectos necessário para se chegar a uma conclusão a cerca do objetivo da avaliação psicológica realizada naquela pessoa.
É importante ressaltar também que o diagnóstico psicológico é função privativa do psicólogo, segundo a Lei nº 4.119, de 27/08/1962, ou seja, a avaliação psicológica só pode ser realizada pelo psicólogo.